Elections in Mozambique: A smooth journey, or a hurdle to skip?

2014-09-02

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Mozambique’s fifth democratic election is due to take place in October 2014. Until June 2014, it appeared as if Renamo would escalate its armed resistance against Frelimo, the ruling party, because of alleged unfulfilled terms of the 1992 peace agreement. Now it emerges that Renamo has a renewed interest in a negotiated ceasefire to enable its leader, Afonso Dhlakama, to participate as a presidential candidate. Within this positive development, it is crucial to ensure that the newly established peace continues after the election. The stakeholders of the political process must consider potential post-election security challenges: especially the reaction of the opposition parties. Whether Renamo wins or loses, the parties ought to put measures in place that would respond to the demands of remaining Renamo rebels in a sustainable manner.

 

About the author

Nelson Alusala is a research consultant at the Institute for Security Studies. He previously worked for the United Nations Group of Experts on the Democratic Republic of the Congo. He has also undertaken research on disarmament, demobilisation and reintegration in various contexts in Africa, including in Mozambique and Liberia. He remains engaged in similar initiatives in the continent’s Great Lakes region.

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Eleições em Moçambique: São simples ou um obstáculo a evitar?

A quinta eleição democrática de Moçambique está marcada para Outubro de 2014. Até Junho de 2014, parecia que a Renamo ia aumentar a sua resistência armada contra a Frelimo, o partido no poder, devido a alegadas cláusulas por cumprir no acordo de paz de 1992. Agora existem notícias de que a Renamo renovou o interesse nas negociações de um cessar fogo; o seu líder, Afonso Dhlakama, pode participar como candidato presidencial. Dentro deste desenvolvimento positivo, é essencial assegurar que a paz recém-estabelecida continue após as eleições. Os participantes no processo político devem ter em consideração os potenciais desafios de segurança pós-eleitoral, sobretudo a reacção dos partidos da oposição. Quer a Renamo vença ou perca, os partidos devem colocar em prática medidas que respondam sustentavelmente às exigências dos sobreviventes dos rebeldes da Renamo.

Acerca do autor

Nelson Alusala é um consultor de investigação no Instituto de Estudos de Segurança. Anteriormente, trabalhou para o Grupo de Peritos das Nações Unidas sobre a República do Congo. Também realizou pesquisa sobre o desarmamento, desmobilização e reintegração em vários contextos em África, incluindo em Moçambique e na Libéria. Ele permanece envolvido em iniciativas semelhantes na região dos Grandes Lagos.

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